TJPRDesfecho não classificávelJulgamento: 26/08/2026
Decisão 0002896-67.2024.8.16.0094 — TJPR
Processo nº 0002896-67.2024.8.16.0094
Relator(a): substituto diego santos teixeira
18ª Câmara Cível
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE. IMISSÃO NA POSSE E RECONHECIMENTO DE SIMULAÇÃO EM CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. RECURSO DE APELAÇÃO PROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Apelação interposta contra sentença que julgou improcedente pedido de imissão na posse de imóvel, sob o fundamento de que o negócio jurídico de compra e venda apresentado não refletia a realidade da negociação entre as partes, reconhecendo simulação do contrato e condenando a autora ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. A autora alegou ser legítima proprietária do imóvel, adquirido por escritura pública registrada, e requereu a imissão na posse diante da ocupação indevida pelos requeridos, que contestaram a legitimidade da posse e a existência de saldo contratual pendente. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em saber se o reconhecimento de simulação do negócio jurídico que fundamenta o pedido de imissão na posse é adequado, diante da ausência de comprovação de declaração intencionalmente falsa ou acordo simulatório entre as partes, e se deve ser assegurada à autora a imissão na posse do imóvel objeto da matrícula nº 16.405 do Registro de Imóveis de Iporã. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. A simulação do negócio jurídico não foi alegada pelas partes e foi reconhecida de ofício sem oportunizar contraditório específico, violando o art. 10 do CPC. 4. A divergência quanto ao preço e à forma de pagamento não caracteriza, por si só, simulação, pois não há prova de declaração intencionalmente falsa ou acordo para criar negócio aparente. 5. O negócio jurídico de compra e venda foi efetivamente realizado, formalizado por escritura pública e registrado, demonstrando a transferência da propriedade. 6. O ocupante do imóvel não comprovou título jurídico que o legitime a permanecer na posse, enquanto a autora detém o domínio registral e direito à imissão na posse. 7. Por esses motivos, a sentença foi reformada para julgar procedente o pedido de imissão na posse, com inversão dos ônus sucumbenciais. IV. DISPOSITIVO E TESE 8. Apelação conhecida e provida para reformar a sentença, afastar o reconhecimento da simulação e julgar procedente o pedido de imissão na posse, com inversão dos ônus sucumbenciais, condenando os requeridos ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa. Tese de julgamento: A simulação do negócio jurídico exige demonstração de declaração conscientemente irreal, emitida por todos os participantes com o propósito de enganar ou fraudar a lei, não se presumindo apenas pela divergência quanto ao preço ou forma de pagamento em contrato de compra e venda. _________ Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 10, 492, 498, 536, 538, 1.013, § 3º, e 85, § 2º; CC/2002, arts. 112, 167, 168, p.u., 368, 476 e 1.245.
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Ementa. Direito civil e direito processual civil. Apelação cível. Embargos à execução. Contrato de concessão de direito real de uso. Comissão de intermediação/corretagem. Ausência de comprovação da efetiva prestação do serviço. Inexigibilidade da cobrança. Sentença reformada. Rec
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL.
AÇÃO
DE COBRANÇA. 1.
PRELIMINAR DE CONTRARRAZÕES. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. NÃO ACOLHIMENTO.
2. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO.
INEXISTÊNCIA DE INSTRUMENTO CONTRATUAL
FÍSICO NOS AUTOS. IRRELEVÂNCIA.
COMPROVAÇÃO DA CONTRATAÇÃO MEDIAN
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. TUTELA DE URGÊNCIA. EXONERAÇÃO DA FIANÇA POR MORATÓRIA CONCEDIDA PELO CREDOR AO DEVEDOR PRINCIPAL. AUSÊNCIA DE PROVA INEQUÍVOCA. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO LIMINAR. INDEFERIMENTO DA SUSPENSÃO DOS ATOS EXECUTIVOS. RECURSO DES
Direito bancário. Duas apelações cíveis. Ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos materiais e morais. Retenção integral de verba salarial para amortização de cheque especial. Prática abusiva. Peculiaridades do caso. Restituição em dobro. Danos morais. Recurso do banco
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